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Samsung mira segundo ano consecutivo de lucro recorde

A Samsung Electronics está no caminho para divulgar que teve seu segundo ano consecutivo de lucro recorde, conforme uma recuperação em seu negócio de semicondutores protege a gigante sul-coreana dos efeitos de um mercado de smartphones mais vagaroso.

Consumidor usa computador da SamsungA maior fabricante de chips de memória do mundo provavelmente verá seus lucros com semicondutores dispararem para a maior alta em 3 anos - um impulso muito necessário - justamente quando as vendas do seu carro-chefe, o Galaxy S4, começam a enfraquecer, dizem analistas.

O mercado mundial de chips teve uma recuperação desde o final de 2012 devido a uma redução nos estoques, causada por anos de cautela em investimentos para apoiar preços, e uma conversão de capacidade fabril para produzir chips mais rentáveis utilizados em smartphones e tablets.

A expectativa é de que a Samsung divulgue lucro operacional de 38,5 trilhões de won (35,85 bilhões de dólares) neste ano, um terço a mais do que em 2012, de acordo com uma pesquisa da Thomson Reuters I/B/E/S com 45 analistas. A empresa disse na sexta-feira que o lucro operacional deve alcançar um recorde de 10,1 trilhões de won no terceiro trimestre.

Fonte: Revista Exame
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Posted by Executive Consultoria Jr

Estratégia da evolução constante do produto é ensinamento dos games de esportes

Você acha que a indústria do vídeo game lança novas versões de jogos esportivos apenas para aumentar o lucro no fim do ano? Bem, você está certo. Um dos principais resultados dessa política é esse mesmo: arrecadar mais. Existe, entretanto, algo por trás dessa conclusão que pode servir de inspiração para pequenos empreendedores. A estratégia da evolução constante do produto é o que faz com que a arrecadação com esses produtos seja sempre alta.
ReproduçãoÉ claro que os fanáticos pelos games de futebol adoram as atualizações de times e campeonatos - o mesmo aplica-se para quem joga o simulador de Fórmula 1. Mas a evolução é constante em outros aspectos. Os desenvolvedores buscam, em cada nova versão, ampliar a experiência do jogo, que tornar-se também cada vez mais próximo da realidade. Erros de versões anteriores também são revisados.

A nova versão da franquia Pro Evolution Soccer (PES), por exemplo, facilitou a escolha do jogador que pretende disputar o Campeonato Brasileiro de futebol. Antes, para jogá-lo, era preciso percorrer um caminho de 'cliques' longo e tortuoso. Lojas especializadas, inclusive, receberam telefonemas de jogadores iniciantes com dificuldade para encontrar a liga mencionada.

A empresa responsável pelo jogo também criou um modo simples de customizar o jogo - ao ligar o vídeo game pela primeira vez com o novo disquinho de Blue Ray, o usuário é convidado a informar por qual time torce. Ao fazer essa escolha, terá a tela inicial customizada com as cores da equipe e os principais lances de partidas do time - se você optar por disputar competições com a agremiação.

Mas se erros desaparecem, outros surgem. Ao escolher disputar o Campeonato Brasileiro com o São Paulo Futebol Clube, por exemplo, a primeira disputa será contra o Cruzeiro. O jogo começa e o narrador da versão brasileira, Silvio Luiz, e o comentarista Mauro Beting fazem uma rápida introdução a respeito do tricolor...carioca. Falam da história e das cores do Fluminense.

A lição para os empreendedores? A inovação é alma do negócio, mas aprimorá-la constantemente significa, para o empreendedor, o combustível necessário para continuar a crescer, crescer, crescer...

Fonte: Estadão.com

Acordo de fusão enterra projeto de supertele nacional, dizem analistas

O acordo de fusão anunciado nesta quarta-feira (2) pela Oi e a Portugal Telecom pode ajudar a reduzir as dívidas da companhia e tornar a operadora brasileira mais competitiva. Por outro lado, a criação da multinacional CorpCo sepulta definitivamente o projeto de criar uma "supertele verde e amarela", com sócios majoritários brasileiros, segundo analistas do setor ouvidos pelo G1.
"O projeto como foi concebido inicialmente pelo governo, de uma tele puramente brasileira, 100% nacional, com ambições internacionais, isso foi enterrado hoje", avalia Ari Lopes, da Informa Consultoria. "O que vem no lugar, entretanto, é algo bem mais realista, factível e positivo, pois a Portugal Telecom é o único sócio do grupo de controle que é do ramo, e é uma empresa que conhece o Brasil e tem visão de longo prazo", completa.
Da esquerda para direita: Zeinal Bava, presidente executivo da Portugal Telecom; Otávio Azevedo, presidente do Grupo Andrade Gutierrez e Pedro Jereissati, vice-presidente do Grupo Jereissati Participações (Foto: Marcos Pinto/Divulgação)Em 2008, a Oi (antiga Telemar), uniu-se à Brasil Telecom. Para que a operação fosse realizada, porém, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) precisou alterar o Plano Geral de Outorgas de Serviços de Telecomunicações (PGO). Além disso, o governo federal mobilizou bancos estatais e fundos de pensão, que ajudaram a financiar a reestruturação acionária da empresa, que tem como maiores acionistas nacionais, a Andrade Gutierrez e a La Fonte, de Carlos Jereissati.
Para o consultor de telecomunicação Virgilio Freire, ex-presidente de Vésper, a ideia de supertele começou a ruir em 2010, quando a Portugal Telecom adquiriu uma participação de 22,4% do capital da Oi, num negócio estimado em R$ 8,4 bilhões.
"Essa ideia que o Lula tinha de campeões nacionais foi literalmente para o brejo. A Oi nunca esteve bem e em condições de se internacionalizar. Não tem operação boa e está nas mãos de grupos privados que só entraram lá para ter lucro", critica o consultor.
Para Ari Lopes, a fusão deverá trazer mais estabilidade para a gestão da Oi e maior tranquilidade ao mercado. "Os sócios estavam ali basicamente querendo retorno sobre o investimento. Reflexo disso é que mesmo com a receita caindo e lucro baixo, a Oi nunca nunca mudou a política de pagamento de dividentos, o que é problematíco num setor que precisa investir capital intensivo", diz.
Setores do mercado já especulavam sobre a união das duas companhias, em apostas que foram reforçadas depois de de junho, quando o executivo Zeinal Bava deixou o comando da Portugal Telecom para presidir a Oi.
Empresa brasileira ou portuguesa?
O acordo anunciado nesta quarta prevê um aumento de capital de pelo menos R$ 13,1 bilhões na operadora brasileira e a criação de uma operadora multinacional com operações envolvendo uma população de 260 milhões de pessoas e mais de 100 milhões de clientes, incluindo Brasil, Portugal e países da África.
Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a maior parte do capital da nova empresa vai continuar na mão de investidores brasileiros. Os analistas consultados pelo G1, porém, afirmam que ainda há dúvidas sobre a divisão acionária da companhia.
"Como vai ter capital dos dois lados, não está claro. Mas eu diria que se vai ser uma empresa luso-brasileira", analisa Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, destacando que o acordo de fusão prevê aumento de capital, o que pode diluir participação de alguns dos atuais acionistas. "O grande desafio da nova empresa será o mercado brasileiro, que é grande, exige altos investimentos, e a Oi tem um endividamento alto", completa.
O ex-ministro das Comunicações e sócio da Orion Consultores, Juarez Quadros, avalia que, por enquanto, a maior parcela de ações da futura nova empresa pende mais para o lado brasileiro. "Como a companhia será listada no segmento Novo Mercado da Bovespa, as ações serão muito pulverizadas. Mas eu diria que se trata agora de uma supertele luso-brasileira", afirma.
Executivos durante comunicado a jornalistas feito por videoconferência na sede da Oi, no bairro do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro (Foto: Wilton Junior/Agência Estado)
Executivos durante comunicado feito por videoconferência na sede da Oi (Foto: Wilton Junior/Agência Estado)
Para ele, o discurso em defesa de uma supertele nacional foi feito muito mais com o objetivo de garantir a fusão entre a Oi e a Brasil Telecom. "É impossível garantir uma empresa genuinamente nacional, exceto em países muito fechados", diz Quadros, que considerou a nova união positiva.
"A Oi passará a ter agora uma projeção multinacional, vai passar a operar além da fronteira e tem a seu favor o fato do Brasil ser a principal aposta para novos aportes e o mercado que a Portugal Telecom mais vê potencial de crescimento", avalia.
Capital pulverizado e gestão 'mais portuguesa'
As companhias afirmaram que os atuais acionistas da TelPart (Telemar Participações), controladora da Oi, e um veículo de investimento administrado e gerido pelo BTG Pactual, participarão da operação de aumento de capital com subscrição de cerca de R$ 2 bilhões. Ao final do processo, acionistas da Portugal Telecom terão 38,1% da CorpCo.
Para Ari Lopes, apesar da pulverização do capital, a gestão e direção estratégica da nova companhia deve acabar sendo definida pela parte portuguesa. "É preciso aguardar para ver como é que os parceiros e fundos de pensão vão se posicionar, mas se será mais brasileira ou mais portuguesa é mais ou menos como perguntar hoje se a InBev (empresa resultante da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev) é brasileira", compara o consultor.
Em entrevista, Zeinal Bava, que será o CEO da CorpCo e suas subsidiárias, afirmou que foi identificado na operação de fusão "mais de R$ 5 bilhões em sinergias".
O consultor Virgilio Freire afirma ter dúvidas de que a união, mesmo após a reestruturação das companhias e provéveis cortes, resultará em aumenta da lucratividade. "É uma fusão do coxo com o manco, não pode dar uma boa coisa", opina.
Para Lopes, da Informa, além dos ganhos operacionais, a união também poderá ajudar as companhias na relação com os seus credores. "Os dois grupos estão com problemas de dívidas. Separados e endividados, poderiam seguir o caminho de uma Telecom Itália, com alguma gigante chegando para comprar os pedaços. Juntos, começam a dar uma resposta mais forte para o mercado e se começa a ter uma perspectiva de redução de custos", conclui.

Fonte: Economia/g1

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