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Motorola lança projeto de celular com partes substituíveis
A expectativa da companhia é lançar o produto em fase alpha ainda neste ano, ao menos nos Estados Unidos. Interessados podem se inscrever no “Ara Scout.”
O project Ara em parceria com Dave Hakkens: responsável pelo PhoneBloks, projeto tem o objetivo de oferecer aparelhos personalizáveis.
Após o sucesso do conceito apresentado pelo PhoneBloks, que conta com quase 1 milhão de apoiadores, a Motorola resolveu lançar sua própria versão do projeto: um smartphone com componentes substituíveis.
A ideia da empresa é “fazer pelo hardware o que o Android fez pelo software: criar um ecossistema de desenvolvimento terceirizado, com menos barreiras, aumentando o ritmo da inovação e substancialmente comprimindo o tempo de desenvolvimento”, uma meta ambiciosa que reflete a integração da Motorola com o Google.
O chamado Project Ara, em parceria com Dave Hakkens, responsável pelo PhoneBloks, tem o objetivo de oferecer aparelhos personalizáveis. Ou seja, você poderá comprar peças, como um processador mais potente ou uma câmera melhor para adicionar ao seu dispositivo, em vez de ser obrigado a comprar outro.
A estrutura endo mantém todas as peças no lugar e permite a substituição dos componentes. “A endo é o quadro estrutural que mantém todos os módulos no lugar certo. Um módulo pode ser qualquer coisa: um novo processador, uma nova tela ou teclado, uma bateria extra, um oxímetro de pulso ou algo que você ainda não pensou!”, disse a empresa em seu blog oficial.
A Motorola vai entrar em contato com desenvolvedores e iniciar a criação dos módulos Ara. A expectativa da companhia é lançar o produto em fase alpha ainda neste ano, ao menos nos Estados Unidos. Interessados podem se inscrever no “Ara Scout”.
Além de facilitar a vida dos consumidores, especialmente reduzindo o custo do upgrade de smartphones, o projeto também contribui para o meio ambiente, já que reduz o descarte de celulares.
Fonte: EXAME
domingo, 3 de novembro de 2013
Posted by Executive Consultoria Jr
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Novo livro ensina a ter modelo de negócio imbatível
As novas tecnologias fazem o mundo girar mais rápido. Um produto ou serviço tem uma vida útil mais curta, em um mercado tão competitivo. Neste cenário, manter um modelo de negócios atual é um desafio aos empreendedores.
O especialista no assunto e fundador da Business Innovation Factory (BIF) Saul Kaplan dá a dica para manter sua empresa atualizada mesmo em meio a tantas mudanças no livro “Modelos de NegóciosImbatíveis – Como sua empresa e você podem se manter relevantes em meio às mudanças”.
Entre os outros princípios, o autor reforça a importância de o empreendedor inspirar sua equipe e incentivar a colaboração para manter seu modelo de negócios ativo. “Com uma rede de colaboradores, quanto mais rápido experimentarmos, aprendermos, compartilharmos e repetirmos, mais rápido lograremos êxito”, ensina.
Através da inovação, o autor sugere que as empresas se mantenham ativas na tarefa de atualizar seus modelos de negócio. Desta forma, não serão pegas de surpresa e reagirão às mudanças de forma mais eficiente. “Os modelos de negócios já não duram tanto quanto duravam. As adaptações não darão certo; é preciso nada menos do que uma inovação dos modelos de negócios e uma transformação setorial”, explica. Sua sugestão é manter, assim como para produtos, um P&D para modelos de negócios.
“Modelos de Negócios Imbatíveis – Como sua empresa e você podem se manter relevantes em meio às mudanças”
O autor fala como as empresas podem, através da inovação, manter seus modelos de negócios atualizados diante de mudanças no mercado
Autor: Saul Kaplan
Editora: Saraiva
Fonte: Revista exame
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Posted by Executive Consultoria Jr
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Desafio Sebrae 2013 – Inscrição, Dicas, Site
O Desafio Sebrae permite que todos os interessados possam adentrar em um sistema que possibilite o conhecimento sobre o mercado de trabalho, além de que este tipo de programa é desenvolvido por meios tecnológicos, fazendo com que o acesso ao mesmo seja fácil e rápido.
- O sistema utilizado pelo Desafio Sebrae é um jogo virtual, sendo que o mesmo permite que o cotidiano de uma empresa seja disponibilizada para todos os interessados, sendo que grande parte dos cadastrados são universitários que estão prestes à entrar no mercado de trabalho ou até mesmo já tenham dado o primeiro passo em sua carreira profissional.
O principal objetivo do Desafio Sebrae é oferecer competências necessárias que são utilizadas frequentemente no mercado de trabalho e em qualquer tipo de emprego, sendo que as mesmas baseiam-se em ética, associativismo, capacidade de gerenciamento e competitividade.
No jogo o universitário cadastrado poderá administrar uma empresa, podendo sentir na prática todos os pontos que foram citados acima, inclusive o trabalho de equipe.
Quem pode participar e onde inscrever-se?
Todos os universitários cursando ensino superior com a instituição reconhecida pelo MEC podem participar, sendo que as inscrições estão previstas para o mês de maio de 2013, quando os interessados devem entrar no site oficial do jogo online para efetuar o cadastramento, mediante a uma taxa de R$50 para arcar com os custos da criação do sistema e com as melhorias que são realizadas constantemente.
Aproximando o profissional do mercado de trabalho?
Existem várias formas de fazer com que um futuro profissional aproxime-se e saiba mais do mercado de trabalho, fazendo com que o mesmo possua noções básicas sobre o que poderá acontecer quando ingressar em algum emprego e até mesmo sobre as competências necessárias para que o mesmo possa tornar-se um bom funcionário, conquistando todas as qualidades ao longo de sua carreira e trajetória.
Mesmo com a necessidade que vários alunos possuem em relação aos conhecimentos do mercado de trabalho, poucas instituições de ensino costumam disponibilizar estes ensinos, deixando por conta do próprio interessado em buscá-la nas mais diversas fontes e, muitas vezes, iniciando em um emprego sem saber sobre as competências e o que pode acontecer com seu futuro.
Mais informações em: www.desafio.sebrae.com.br
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Posted by Executive Consultoria Jr
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Varejistas se ajustam para crescer em cenário menos animador
Depois de se beneficiarem com a expansão da renda média dos brasileiros nos últimos anos, as empresas de varejo estão ajustando processos internos para conseguir crescer em um ambiente econômico mais desafiador.
Redução de despesas, aposta em novos nichos de mercado e o aumento do peso do crediário foram algumas das estratégias sinalizadas pelas companhias ao longo do primeiro semestre, quando empresas como Lojas Renner, Pão de Açúcar e Natura apresentaram lucros menores na comparação anual.
A expansão foi guiada pelo comércio de combustíveis e lubrificantes, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que identificou desaceleração sobretudo nos setores de vestuário, móveis, papelaria e supermercados.
O desempenho das vendas do varejo teve como pano de fundo um cenário menos promissor para as compras: em junho, a taxa de desemprego subiu para 6 por cento, ante 5,8 por cento em maio, no sexto mês seguido sem ceder. Ao mesmo tempo, o rendimento da população recuou pelo quarto mês consecutivo.
"O forte ritmo de expansão tinha um prazo de validade", afirmou Claudio Felisoni, coordenador-geral do Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração, acrescentando que as vendas em 2012 foram também ajudadas pela interferência do governo com políticas de incentivo ao consumo, desonerações fiscais e ação agressiva na diminuição dos juros.
Com a alteração dessas variáveis em 2013, a situação mudou e deve seguir assim no restante do ano, disse Felisoni. "O varejo não vai crescer na velocidade que se esperava, e a desaceleração pode se repetir em 2014", afirmou.
Já lidando com essa conjuntura, algumas companhias concentraram esforços na redução de custos internos na primeira metade do ano. O Pão de Açúcar cortou as despesas gerais e administrativas em 10,1 por cento ante igual período de 2012.
A Hypermarcas seguiu o mesmo caminho, reduzindo essa linha em 8,6 por cento na mesma base de comparação. A companhia de marcas de saúde e de consumo foi uma das poucas a ver o lucro líquido disparar no semestre, crescendo mais de 11 vezes em relação à igual etapa do ano passado, em meio a uma reestruturação iniciada em 2011 para diminuir o portfólio de produtos e aumentar a rentabilidade.
Mexer no mix ofertado será uma tônica cada vez mais forte daqui para frente, acredita o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, com empresas reavaliando seus produtos para atingirem mercados pouco explorados.
"Quando não é possível verticalizar as vendas, há tendência de horizontalizar para manter volume, aumentando o público possível de compra", disse.
Outros Horizontes
A Cia. Hering, que abriu a 50a loja Hering Kids na semana passada, fez uma mudança recente na gestão de marcas, com a criação de uma diretoria específica para a Hering adulto e outra para as marcas Hering Kids, Puc e Dzarm.
"O ponto principal está associado ao incremento de receita", disse o diretor responsável pelas três últimas marcas, Edson Amaro. No primeiro semestre, as vendas brutas da Hering Kids cresceram 29,4 por cento, mais que o dobro do avanço apresentado pela Hering. A companhia estima um potencial de abertura de 200 lojas para a marca infantil, que deve encerrar 2013 com 57 pontos de venda.
A Lojas Renner é outra a enxergar potencial para uma marca "filha". A varejista manteve a meta de abrir 10 novas lojas da Youcom, voltadas ao público jovem, até o fim do ano, mesmo após reconhecer um cenário adverso e divulgar uma queda de 14,1 por cento no lucro do primeiro semestre.
A Natura, cujo lucro no primeiro semestre caiu 0,5 por cento sobre um ano antes, anunciou a elevação dos investimentos em marketing para impulsionar as vendas no restante do ano, num momento em que a empresa aposta suas fichas na linha SOU, que tem preços mais baixos. Os primeiros produtos foram lançados em julho e novos itens chegam ao mercado no segundo semestre.
Financeiras
Para as lojas com crediário próprio, azeitar as operações de suas financeiras também deve ajudar a melhorar os resultados, diante do horizonte menos animador para as vendas e com os grandes bancos privados cortando projeções de crescimento do crédito no ano.
Essas empresas tendem a ganhar competitividade por poderem dosar o fornecimento de crédito dentro do seu próprio negócio, impulsionando as vendas e ganhando com os juros, disse Pellizzaro Junior.
A própria Renner elevou a receita líquida com produtos e serviços financeiros em 15,7 por cento, num avanço superior ao obtido no seu principal negócio, a venda de mercadorias nas lojas.
A rede de lojas de móveis e eletrodomésticos Magazine Luiza, que reverteu o prejuízo do primeiro semestre de 2012 para um lucro de 55,5 milhões no mesmo período deste ano, também ganhou nessa área.
No segundo trimestre, período responsável por tornar positiva a última linha do balanço semestral da empresa, a financeira Luizacred registrou aumento de 416 por cento em seu lucro líquido na comparação anual, ajudada pelo crescimento da receita com crédito direto ao consumidor.
Fonte: exame.com
Posted by Executive Consultoria Jr
Projetos paralelos originam 'negócios filhotes' de empresas
O Runrun, um software que permite que gerentes de uma empresa controlem as tarefas de cada funcionário, nasceu apenas como um sistema de gestão para profissionais da Aorta, uma produtora de aplicativos móveis.
"Vimos que tínhamos atacado um problema que existia em várias empresas", diz Patrick Lisbona, 38, um dos sócios do negócio.
Lisbona e outros dois sócios eram donos da Aorta, comprada pelo Grupo.Mobi em 2012. Hoje, eles se dedicam apenas à Runrun.
A Talent Sentiment também nasceu do crescimento de uma empresa maior, a Recruiter, consultoria especializada em recrutamento de profissionais.
Sócio das duas empresas, Othamar Gama Filho, 32, conta que a Talent surgiu como um projeto pessoal, para que pudesse se manter próximo do que estavam pensando os funcionários.
Na plataforma, funcionários podem colocar anonimamente suas impressões sobre a companhia, além de responder perguntas feitas por seu chefe.
"O gestor fica com a alma da empresa na mão."
Depois de testada e aprimorada durante um ano, a Talent Sentiment é agora uma empresa a parte com equipe de cinco funcionários. Ainda em fase inicial, deverá lançar seu produto
em setembro no mercado americano e depois no Brasil.
DESENVOLVIMENTO
Silvio Paixão, professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), diz que isso é válido porque as empresas têm tempo para testar bastante a solução antes de lançá-la.
Fazer com que esse novo produto se torne um negócio independente permite compreender quais são seus desafios, diz. "Se não é feita a separação, pode-se criar discussões sem fim sobre qual departamento é responsável por cada custo."
Também há uma questão tributária a ser levada em conta. Empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões podem recolher a maior parte de seus tributos pelo Simples Nacional, regime simplificado de tributação para micro e pequenas empresas, o que implica redução de carga tributária e burocracia.
Para o especialista, essa mudança fiscal é relevante, mas não deve ser o mais importante na hora de se optar pela opção de separar as empresas ou não.
Fonte: Folha online
Fonte: Folha online
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Samsung deve lançar relógio inteligente no início de setembro
A Samsung vai superar a Apple na corrida para trazer um novo aparelho eletrônico "vestível" ao mercado, ao lançar um smartwatch (relógio inteligente) no começo do mês que vem.
De acordo com diversas pessoas que conhecem seus planos, a companhia sul-coreana lançará o smartwatch Galaxy Gear no começo de setembro, antes da feira de eletrônica IFA, em Berlim.
A Samsung se recusou a comentar. A Apple, enquanto isso, vem contratando pessoal agressivamente para o projeto iWatch, nos últimos meses, mas não deve lançar o aparelho antes do ano que vem.
Embora não tenha sido o primeiro celular a oferecer navegação na internet e aplicativos, o iPhone, lançado pela Apple em 2007, resultou em forte crescimento do mercado de smartphones, que as duas empresas hoje dominam.
Nos aparelhos móveis de alto preço, como os tablets, a Samsung vem tendendo a seguir rapidamente a liderança da Apple, tática que contribuiu para as amargas disputas judiciais das duas companhias quanto a patentes.
Na computação "vestível", vista por alguns como a próxima grande tendência em aparelhos móveis, a Samsung pode ganhar vantagem sobre a rival --e usuária de seus componentes-- se conseguir convencer os compradores de que eles desejam um aparelho como o que está lançando.
Os smartwatches anteriores, como o SmartWatch, da Sony, e o Spot, da Microsoft, não conseguiram sucesso quanto a isso.
Steve Jobs, presidente-executivo da Apple até morrer em 2011, era excelente em educar os consumidores quanto a um novo mercado e criar neles o desejo de novos produtos.
Alguns observadores da Apple, entre os quais, esta semana, Larry Ellison, presidente-executivo da Oracle e grande amigo de Jobs, expressaram preocupação com a possibilidade de que a empresa enfrente dificuldade para criar inovação sem a liderança dele, e suas percepções quanto a produtos.
Embora ainda não esteja claro o que o iWatch fará, o Galaxy Gear aparentemente exibe mensagens e notificações recebidas pelo smartphone ao qual esteja vinculado.
O aparelho terá mais em comum com os relógios inteligentes de start-ups como a Pebble ou a MetaWatch do que com aparelhos vestíveis para exercícios físicos como o Fitbit, Nike Fuelband e Jawbone Up.
Daniel Kim, analista do Macquarie, disse que o smartwatch da Samsung "claramente estará disponível no futuro próximo". Mas antecipou que a onda de lançamentos de relógios inteligentes nos próximos meses, de empresas como Samsung, Apple e Sony, teria impacto muito menor que o da chegada dos smartphones ou dos tablets.
"As operadoras de telefonia ofereceram pesados subsídios aos primeiros smartphones, facilitando a proliferação nesse mercado, mas não sei se o farão para os smartwatches", ele disse. A demanda dos consumidores também pode ser limitada por umas tela que não deve ser maior que 1,8 polegada, segundo Kim.
"Não creio que a Samsung tenha grandes expectativas quanto a esse produto. Mas ter algo assim instigante no mercado antes [da concorrência] bastará, mesmo que venda apenas um milhão de unidades", disse Kim.
Um executivo da Samsung declarou alguns meses atrás que a companhia planejava lançar um smartwatch, mas não ofereceu um cronograma. O lançamento em setembro foi reportado recentemente pela Bloomberg.
Fonte: Folhaonline
Posted by Executive Consultoria Jr
Após atingir platô digital, 'New York Times' tenta dar novo salto
Sob seu novo presidente-executivo, Mark Thompson, o "New York Times" está correndo mais rápido, mas continua sem sair do lugar.
Isso representa melhora ante o primeiro trimestre, quando a empresa teve queda de receita de 2%. Os números nos informam que o "New York Times" enfrentará dificuldade para repetir seu desempenho geral em 2012, quando registrou 0,3% de avanço em sua receita. Isso representa um verdadeiro marco histórico - o primeiro avanço de receita da companhia em seis anos.
Agora, podemos ver na estratégia do "New York Times" um plano claro para os próximos dois anos. É um plano para a transição à próxima fase da evolução digital, consistindo de duas partes:
1) Manter os negócios atuais o mais próximo possível de um patamar firme pelos próximos dois anos. É a economia noticiosa zero sobre as qual escrevi aqui anteriormente, na qual zero representa o novo piso.
A matemática do zero é simples: compensar a perda de receita com os anúncios da mídia impressa pelo aumento das receitas de circulação integrada ou exclusivamente digital. O desempenho financeiro do "New York Times" em 2012 oferece esperança quanto a isso. Zero continua a ser apenas uma aspiração para a maioria das companhias urbanas de jornais dos Estados Unidos e da Europa; no momento em que pareciam estar chegando perto disso, o desempenho publicitário começou a piorar.
Mesmo o "Financial Times", claramente um líder na transição digital, acaba de reportar receita inalterada para o primeiro semestre do ano.
2) Investir em iniciativas de crescimento que mais tarde criem receita confiável e crescimento de lucros - se as companhias conseguirem atingir o padrão zero em seu negócio central.
CRESCIMENTO
O anúncio de resultados hoje ofereceu alguns detalhes interessantes, comentados abaixo, ainda que não tenha revelado muito sobre as novas iniciativas de que o "New York Times" precisará para retomar o crescimento. Sabemos que o jornal está investindo US$ 30 milhões este ano para preparar o lançamento de novos produtos pagos até o segundo trimestre do ano que vem.
Consideraremos os números de hoje levando em consideração o contexto que os concorrentes podem oferecer. Disso, poderemos extrair cinco lições --sobre as tendências da mídia impressa de publicação diária, o platô atingido pelo número de assinaturas integradas, os atrativos do vídeo, o papel dos acontecimentos e a necessidade gritante de orientação inteligente-- quanto aos pontos básicos dessa estratégia.
Três números --a receita da publicidade impressa, a receita de circulação e as despesas-- são os propulsores essenciais da transição. (Obviamente, o crescimento geral da receita digital é um quarto, mas já que sua definição varia tanto de empresa a empresa, é mais difícil realizar comparações imediatas.)
Acrescentei comparações às três grandes cadeias de jornais dos Estados Unidos --Gannett, Tribune e McClatchy-- e separei, onde possível, o New England Media Group, controlado pelo "New York Times" e responsável pelo jornal "Boston Globe", que deve ser vendido em breve.
RECEITAS DE PUBLICIDADE IMPRESSA
É uma história de declínio sem fim. Nela o "New York Times", desconsiderado o "Boston Globe", apresenta desempenho semelhante ao da Gannett. Sua combinação de receitas --mais nacional, menos varejo-- é diferente, mas o movimento instável da mídia impressa para a digital é semelhante. Nível semelhante de perda deve se aplicar ao ano de 2013 como um todo.
| New York Times Co. | -7% (1º sem. 2013) |
| New York Times Co. (sem "Boston Globe") | -5% (1º sem. 2013) |
| Gannet | -5% (1º sem. 2013) |
| Tribune | -9% (1º sem. 2013) |
| McClatchy | -8,7% (1º sem. 2013) |
RECEITAS DE CIRCULAÇÃO
O crescimento de 7,4% do "New York Times" nesse indicador impressiona, já que a companhia está adiante de seus concorrentes, que seguiram seu exemplo, na transição digital. O crescimento combina aumento agressivo de preço nas assinaturas impressas e integradas e os proventos das novas assinaturas digitais.
O total deve cair um pouco nos próximos três trimestres, até que o "New York Times" possa testar os resultados de seus novos produtos digitais.
| New York Times Co. | 5,1% (1º sem. 2013) |
| New York Times Co. (sem "Boston Globe") | 7,4% (1º sem. 2013) |
| Gannet | 7,3% (1º sem. 2013) |
| Tribune | 8,5% (1º sem. 2013) |
| McClatchy | 4,5% (1º sem. 2013) |
REDUÇÃO DAS DESPESAS OPERACIONAIS
Os custos de herança dessas companhias são como se elas precisassem arrastar uma âncora ao navegar para o novo mundo. O grande trabalho de bastidores para todas elas será limitar as despesas de todo tipo mas ao mesmo tempo manter equipes de conteúdo e venda robustas.
O "New York Times" continua a operar de maneira coerente quanto a essa redução de custo constante. A Tribune realizou mais cortes, mas suas redações sofreram por isso. O número da Gannett surpreende, mas inclui suas propriedades no setor de mídia eletrônica.
| New York Times Co. | -3% (1º sem. 2013) |
| Gannet | 0,6% (1º sem. 2013) |
| Tribune | -7,4% (1º sem. 2013) |
| McClatchy | 0 (1º sem. 2013) |
DIÁRIOS
O "New York Times" mesmo registrou queda de 6,3% em sua circulação diária, e de 1,7% aos domingos. Os dois números são piores que os registrados no primeiro trimestre.
A estratégia de assinaturas em papel e digitais integradas reforçou a edição de domingo, mas agora parece que nem isso bastará para conter o declínio de circulação naquele dia. O declínio acelerado dos jornais em papel, claro, é o principal propulsor dos grandes cortes anunciados pelos jornais da cadeia Advance. O mais importante é que podemos ver quase todos os grandes diários enfatizando as edições dominicais e os pacotes combinados de versões impressas e digitais para os finais de semana, à medida que a entrega caseira de jornais todos os dias se torna obsoleta.
O grupo do "New York Times" (incluindo o "International Herald Tribune" mas excluindo o "Boston Globe") atingiu um total de 699 mil assinaturas digitais, de uma ou outra espécie. Embora isso constitua impressionante avanço de 35% ante o total do período um ano atrás, é um crescimento de apenas 3,5% com relação ao primeiro trimestre.
É necessário reconhecer que o crescimento das assinaturas de acesso pleno atingiu um platô, em sua primeira fase, ainda que com números animadores.
A New York Times Co. estimou pela primeira vez, em seu anúncio de resultados hoje, um valor em dólares para essas assinaturas: US$ 75 milhões para o primeiro semestre. Isso acompanha as projeções para o valor do acesso pleno. Além disso, o esquema de acesso pleno ajudou um pouco a versão em papel, reduzindo o prejuízo. Esse montante aparentemente não está incluído no cálculo de US$ 75 milhões.
O principal culpado, como Thompson mesmo disse: "a lei dos grandes números".
Calculei há muito tempo que o "New York Times" precisava de entre 900 mil e um milhão de assinantes digitais para atingir um marco importante de sucesso. Passados dois anos e meio, o jornal atingiu 70% dessa meta.
O resgate, agora, caberá a novos produtos pagos. Denise Warren, que comanda a divisão digital da New York Times Co., informa que esses produtos começarão a ser vendidos em abril do ano que vem. Isso representaria a fase dois do crescimento na receita digital do jornal. Warren não ofereceu muitos outros detalhes sobre os produtos.
Houve menções a "guardar segredo" e "comida". O "New York Times" pode liderar o mercado em estratégia, uma vez mais, quanto a isso. Foi o que fez para as notícias em geral ao lançar em 2011 o seu modelo de acesso livre restrito; agora, a companhia precisa descobrir quem mais está disposto a pagar alguma coisa por acesso a conteúdo de qualidade.
VÍDEO
É um fato espantoso que, no mundo da mídia noticiosa, privada de receita publicitária, a procura por anúncios em vídeo supere a oferta. A New York Times Co. deu dois passos estratégicos importantes em 2013 quanto aos vídeos: contratou Rebecca Howard, executiva de AOL/Huffington Post, para comandar os esforços combinados de vídeo das áreas editorial e comercial; e removeu as restrições de acesso ao conteúdo em vídeo de seu site.
Essa última medida, de acordo com Thompson, resultou em aumento de 100% na audiência dos vídeos publicitários do site. Para reforçar esse conteúdo, Thompson citou a parceria entre a New York Times Co. e a Retro Report como o tipo de associação para fornecimento de vídeos de qualidade por terceiros que ajudará a ampliar o estoque de vídeos disponível.
AGREGADORES
Os vídeos não são a única área que necessita de mais conteúdo externo de boa qualidade. A comida serve como exemplo: é uma área em que a companhia planeja lançar um novo produto, presumivelmente pago.
Embora o "New York Times" hoje tenha em seus quadros nomes conhecidos da gastronomia, como Mark Bittman, o que poderia fazer para alargar sua rede? Será que poderia colocar sob sua bandeira líderes influentes da culinária como José Andrés, do Jaleo e ThinkFoodGroup; Richard Blais, gastrônomo molecular e astro do programa "Top Chef"; ou a chefe de cozinha nova-iorquina Amanda Freytag?
A concorrente NBCNews.com --sim, os dois sites agora concorrem diretamente, embora provenham de origens distintas na mídia-- acaba de formar parceria com a Global Post, uma empresa iniciante de notícias internacionais muito respeitada. É o tipo de acordo de alta qualidade e baixo custo que a New York Times Co. deveria imitar.
PUBLICIDADE
As duas palavras mais mencionadas no anúncio de resultados de hoje: Meredith Levien. Levien, antes executiva da revista "Forbes", assumirá na segunda-feira o posto de vice-presidente geral de publicidade do "New York Times".
Com o crescimento da publicidade digital em queda de 3% (para a New York Times Co. como um todo), Thompson declarou que a perda de receita na publicidade digital era inaceitável, e Levien terá o papel principal nos esforços para reverter esse declínio. Da parte do "New York Times", é cada vez mais frequente ouvir falar em "eventos" no mesmo patamar que a publicidade.
Eles têm o mesmo potencial de atrair patrocínios e de aproveitar o emergente setor de marketing de conteúdo, tal como representado pelo Idea Lab.
Participei de um recente "Fórum Mundial" do "New York Times" no Vale do Silício. Intitulado "Thomas Friedman's The Next New World", o evento representava uma troca de ideias entre patrocinadores e participantes institucionais. Na semana em que Justin Smith, presidente da Atlantic Media, foi anunciado como presidente-executivo de mídia da Bloomberg, isso serve como lembrete de que o negócio de eventos é hoje parte fundamental de qualquer estratégia de crescimento, algo que Smith enfatizava em suas múltiplas marcas na Atlantic.
Por fim, é instrutivo separar os dados do "Boston Globe" e os do "New York Times", nesse exercício.
Com a venda do New England Media Group, capitaneado pelo "Boston Globe", neste trimestre (restam menos de media dúzia de potenciais compradores, aparentemente), a New York Times Co. --combinando o jornal "New York Times", suas operações mundiais e digitais-- vai se tornar uma das maiores companhias puramente noticiosas do planeta.
Financeiramente, a venda do "Boston Globe" é um benefício e certamente vai melhorar os resultados da atual controladora.
O que podemos dizer sobre o "Boston Globe"? Seu novo total de 39 mil assinantes exclusivamente digitais é positivo. Mas em termos gerais, no segundo trimestre, o jornal sofreu 7% de queda em sua receita geral e de 2% em sua receita de circulação. Os preços de assinatura foram recentemente aumentados, e a perda de assinantes da versão em papel responde pela queda na receita de circulação.
O "Boston Globe" registra 9% de perda de circulação, tanto nas edições da semana quanto na dominical. Se acrescentarmos a isso a queda de 10% nas vendas de publicidade do New England Media Group, veremos a péssima situação que o novo proprietário herdará.
Embora ainda continue no azul, o "Boston Globe" precisará refazer seus cálculos para encontrar seu caminho próprio rumo ao zero. É por isso que as ofertas --todas as quais aparentemente inferiores a US$ 100 milhões-- ficam na ponta mais baixa das expectativas. Também é por isso que Jim Follo, vice-presidente de finanças da New York Times Co., disse hoje que sua companhia provavelmente reteria as obrigações de pensão do "Boston Globe", depois da venda do jornal. Sem essa concessão, o preço seria significativamente mais baixo.
Fonte: Folha online
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
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Ações da Microsoft têm maior queda em 13 anos com fracasso do Windows
As ações da gigante da tecnologia Microsoft caíram mais de 12% na sexta-feira (19), maior queda em 13 anos, um dia depois da empresa de software anunciar resultados trimestrais decepcionantes devido à demanda fraca pela última versão do sistema operacional Windows e vendas do tablet Surface abaixo do esperado.
As perdas de sexta-feira representam cerca de US$ 36 bilhões de queda no valor de mercado da companhia em um só dia, maior do que o tamanho da rival Yahoo.
As corretoras Raymond James e Cowen & Co reduziram suas recomendações para os papéis da Microsoft para "market perform" (performance em média com o mercado) e pelo menos outras cinco cortaram os preços-alvos em até US$ 3.
A Microsoft teve lucro trimestral abaixo do esperado, prejudicado por uma baixa contábil de US$ 900 milhões relacionada ao valor de tablets Surface não vendidos, que tiveram preços de venda reduzidos para atrair compradores.
No início desta semana, a Microsoft disse que estava cortando drasticamente os preços do Surface para atrair consumidores, reduzindo o valor dos aparelhos no seu inventário.
A Microsoft lançou o Surface no ano passado em desafio ao iPad, da Apple, mas as vendas não têm cumprido expectativas.
"Os potenciais motores de crescimento da Microsoft (Windows 8, Surface) parecem estar perdendo força, enquanto entramos no ano fiscal de 2014", disse David Hilal, da FBR Capital Markets, em relatório. Ele afirmou que a receita do Windows no trimestre passado ficou 9 por cento abaixo de suas expectativas.
Fonte:uol economia
sexta-feira, 19 de julho de 2013
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