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Samsung mira segundo ano consecutivo de lucro recorde

A Samsung Electronics está no caminho para divulgar que teve seu segundo ano consecutivo de lucro recorde, conforme uma recuperação em seu negócio de semicondutores protege a gigante sul-coreana dos efeitos de um mercado de smartphones mais vagaroso.

Consumidor usa computador da SamsungA maior fabricante de chips de memória do mundo provavelmente verá seus lucros com semicondutores dispararem para a maior alta em 3 anos - um impulso muito necessário - justamente quando as vendas do seu carro-chefe, o Galaxy S4, começam a enfraquecer, dizem analistas.

O mercado mundial de chips teve uma recuperação desde o final de 2012 devido a uma redução nos estoques, causada por anos de cautela em investimentos para apoiar preços, e uma conversão de capacidade fabril para produzir chips mais rentáveis utilizados em smartphones e tablets.

A expectativa é de que a Samsung divulgue lucro operacional de 38,5 trilhões de won (35,85 bilhões de dólares) neste ano, um terço a mais do que em 2012, de acordo com uma pesquisa da Thomson Reuters I/B/E/S com 45 analistas. A empresa disse na sexta-feira que o lucro operacional deve alcançar um recorde de 10,1 trilhões de won no terceiro trimestre.

Fonte: Revista Exame
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Posted by Executive Consultoria Jr

Acordo de fusão enterra projeto de supertele nacional, dizem analistas

O acordo de fusão anunciado nesta quarta-feira (2) pela Oi e a Portugal Telecom pode ajudar a reduzir as dívidas da companhia e tornar a operadora brasileira mais competitiva. Por outro lado, a criação da multinacional CorpCo sepulta definitivamente o projeto de criar uma "supertele verde e amarela", com sócios majoritários brasileiros, segundo analistas do setor ouvidos pelo G1.
"O projeto como foi concebido inicialmente pelo governo, de uma tele puramente brasileira, 100% nacional, com ambições internacionais, isso foi enterrado hoje", avalia Ari Lopes, da Informa Consultoria. "O que vem no lugar, entretanto, é algo bem mais realista, factível e positivo, pois a Portugal Telecom é o único sócio do grupo de controle que é do ramo, e é uma empresa que conhece o Brasil e tem visão de longo prazo", completa.
Da esquerda para direita: Zeinal Bava, presidente executivo da Portugal Telecom; Otávio Azevedo, presidente do Grupo Andrade Gutierrez e Pedro Jereissati, vice-presidente do Grupo Jereissati Participações (Foto: Marcos Pinto/Divulgação)Em 2008, a Oi (antiga Telemar), uniu-se à Brasil Telecom. Para que a operação fosse realizada, porém, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) precisou alterar o Plano Geral de Outorgas de Serviços de Telecomunicações (PGO). Além disso, o governo federal mobilizou bancos estatais e fundos de pensão, que ajudaram a financiar a reestruturação acionária da empresa, que tem como maiores acionistas nacionais, a Andrade Gutierrez e a La Fonte, de Carlos Jereissati.
Para o consultor de telecomunicação Virgilio Freire, ex-presidente de Vésper, a ideia de supertele começou a ruir em 2010, quando a Portugal Telecom adquiriu uma participação de 22,4% do capital da Oi, num negócio estimado em R$ 8,4 bilhões.
"Essa ideia que o Lula tinha de campeões nacionais foi literalmente para o brejo. A Oi nunca esteve bem e em condições de se internacionalizar. Não tem operação boa e está nas mãos de grupos privados que só entraram lá para ter lucro", critica o consultor.
Para Ari Lopes, a fusão deverá trazer mais estabilidade para a gestão da Oi e maior tranquilidade ao mercado. "Os sócios estavam ali basicamente querendo retorno sobre o investimento. Reflexo disso é que mesmo com a receita caindo e lucro baixo, a Oi nunca nunca mudou a política de pagamento de dividentos, o que é problematíco num setor que precisa investir capital intensivo", diz.
Setores do mercado já especulavam sobre a união das duas companhias, em apostas que foram reforçadas depois de de junho, quando o executivo Zeinal Bava deixou o comando da Portugal Telecom para presidir a Oi.
Empresa brasileira ou portuguesa?
O acordo anunciado nesta quarta prevê um aumento de capital de pelo menos R$ 13,1 bilhões na operadora brasileira e a criação de uma operadora multinacional com operações envolvendo uma população de 260 milhões de pessoas e mais de 100 milhões de clientes, incluindo Brasil, Portugal e países da África.
Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a maior parte do capital da nova empresa vai continuar na mão de investidores brasileiros. Os analistas consultados pelo G1, porém, afirmam que ainda há dúvidas sobre a divisão acionária da companhia.
"Como vai ter capital dos dois lados, não está claro. Mas eu diria que se vai ser uma empresa luso-brasileira", analisa Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, destacando que o acordo de fusão prevê aumento de capital, o que pode diluir participação de alguns dos atuais acionistas. "O grande desafio da nova empresa será o mercado brasileiro, que é grande, exige altos investimentos, e a Oi tem um endividamento alto", completa.
O ex-ministro das Comunicações e sócio da Orion Consultores, Juarez Quadros, avalia que, por enquanto, a maior parcela de ações da futura nova empresa pende mais para o lado brasileiro. "Como a companhia será listada no segmento Novo Mercado da Bovespa, as ações serão muito pulverizadas. Mas eu diria que se trata agora de uma supertele luso-brasileira", afirma.
Executivos durante comunicado a jornalistas feito por videoconferência na sede da Oi, no bairro do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro (Foto: Wilton Junior/Agência Estado)
Executivos durante comunicado feito por videoconferência na sede da Oi (Foto: Wilton Junior/Agência Estado)
Para ele, o discurso em defesa de uma supertele nacional foi feito muito mais com o objetivo de garantir a fusão entre a Oi e a Brasil Telecom. "É impossível garantir uma empresa genuinamente nacional, exceto em países muito fechados", diz Quadros, que considerou a nova união positiva.
"A Oi passará a ter agora uma projeção multinacional, vai passar a operar além da fronteira e tem a seu favor o fato do Brasil ser a principal aposta para novos aportes e o mercado que a Portugal Telecom mais vê potencial de crescimento", avalia.
Capital pulverizado e gestão 'mais portuguesa'
As companhias afirmaram que os atuais acionistas da TelPart (Telemar Participações), controladora da Oi, e um veículo de investimento administrado e gerido pelo BTG Pactual, participarão da operação de aumento de capital com subscrição de cerca de R$ 2 bilhões. Ao final do processo, acionistas da Portugal Telecom terão 38,1% da CorpCo.
Para Ari Lopes, apesar da pulverização do capital, a gestão e direção estratégica da nova companhia deve acabar sendo definida pela parte portuguesa. "É preciso aguardar para ver como é que os parceiros e fundos de pensão vão se posicionar, mas se será mais brasileira ou mais portuguesa é mais ou menos como perguntar hoje se a InBev (empresa resultante da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev) é brasileira", compara o consultor.
Em entrevista, Zeinal Bava, que será o CEO da CorpCo e suas subsidiárias, afirmou que foi identificado na operação de fusão "mais de R$ 5 bilhões em sinergias".
O consultor Virgilio Freire afirma ter dúvidas de que a união, mesmo após a reestruturação das companhias e provéveis cortes, resultará em aumenta da lucratividade. "É uma fusão do coxo com o manco, não pode dar uma boa coisa", opina.
Para Lopes, da Informa, além dos ganhos operacionais, a união também poderá ajudar as companhias na relação com os seus credores. "Os dois grupos estão com problemas de dívidas. Separados e endividados, poderiam seguir o caminho de uma Telecom Itália, com alguma gigante chegando para comprar os pedaços. Juntos, começam a dar uma resposta mais forte para o mercado e se começa a ter uma perspectiva de redução de custos", conclui.

Fonte: Economia/g1

Produção de veículos acumula alta de 13,9% no ano

Em meio ao cenário mais fraco de vendas no mercado interno, a produção de veículos teve leve desaceleração em setembro após recorde mensal registrado em agosto.
A queda na comparação entre os dois meses foi de 2,5%, para 332 mil unidades. O volume, contudo, ainda é 15,2% superior ao registrado em setembro do ano passado (288,2 mil unidades).
De janeiro a setembro, as 2,841 milhões de unidades produzidas já representam um avanço de 13,9%, frente ao mesmo período de 2012.
Os dados foram divulgados pela Anfavea (associação das montadoras) nesta sexta-feira (4).
EXPORTAÇÕES
Neste segundo semestre as exportações têm ajudado a compensar a perda de fôlego no mercado nacional, sustentando o ritmo de produção nas fábricas.
As vendas ao exterior somaram 45,5 mil unidades --avanço de 66% na comparação com o mesmo do ano passado. No ano, o crescimento já chega a 31,6%.
Enquanto isso, o volume registrado no Brasil no mês passado, de 309,8 mil unidades, embora superior a setembro de 2012, não foi suficiente para reverter o quadro de retração no acumulado do ano, que ficou negativo (-0,3%) pelo segundo mês seguido.
Fatores como a restrições de crédito e ainda baixa confiança do consumidor têm limitado o ritmo do setor a um nível inferior ao observado nos últimos anos.
PROJEÇÕES
Diante desse cenário, a Anfavea revisou, no último mês, suas projeções e passou a prever um crescimento de 1% a 2% nas vendas de 2013. Analistas não descartam, porém, a hipótese de que o ano encerre no vermelho, o que seria o primeiro resultado negativo desde 2003.
As montadoras contam com uma possível antecipação de compras nos dois últimos meses para salvar o ano, como observado em períodos anteriores ao fim da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O benefício se encerra por completo em janeiro.
Para a produção, o cenário é de otimismo. A expectativa é alcançar um crescimento de 11,9% em 2013.

Fonte: folha online

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